Alarmes monitorados: onde tudo começou na segurança eletrônica

Publicado em 20 de fevereiro de 2020
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Você sabia que o início do uso de alarmes monitorados no Brasil está diretamente ligada aos bancos?

As instituições financeiras começaram a aparecer no nosso país ainda no período colonial. Passaram por vários ciclos até chegarem aos modelos que existem hoje; tanto de negócios – do ouro, passando pelas moedas até chegar às cédulas e aos cartões de plástico – quanto de estrutura física – estabelecimentos com mesas e cofres fechados com chaves e segredos, até chegar os caixas eletrônicos e os cofres super protegidos e bem guardados, longe das vistas e da imaginação dos clientes. 

Em paralelo, crescia também a população, a economia enfrentava seus peculiares sobes e desces, o que também ajudava a aumentar as desigualdades econômicas e sociais. Assim, a violência encontrava espaço para fazer a sua escalada. E esta começou ali pelos anos 1960. 


O primeiro assalto a um banco no Brasil

O primeiro assalto a banco do Brasil ocorreu em janeiro de 1965, em São Paulo (SP). A investida foi contra o Banco Moreira Salles, na Praça do Patriarca, no centro da capital paulista. A abordagem foi a um veículo que transportava dinheiro da instituição, nos arredores da sede daquele banco.

Teve tiroteio, um funcionário morto, fuga e a posterior prisão da quadrilha com parte do dinheiro recuperado. Foi considerado o “espetacular roubo de 500 milhões de cruzeiros”, conforme noticiaram jornais, à época. 

“As principais capitais sentiam crescer a violência urbana: em São Paulo, assaltos a banco saltaram de um em 1965 para 37 em 1968; em um ano, roubos pularam de 150 para 400, e homicídios dolosos, de 280 para 350”, diz matéria* publicada na revista Super Interessante, cuja reportagem se debruçou sobre capas e matérias da revista Veja da época, material este que tratava do crescimento da violência desde o final dos anos 1960.

Assim, surge, ali também no final dos anos 1960, a necessidade urgente de prevenção às invasões e às investidas contra os bancos. E ela teria como base a utilização de segurança privada e vigilância eletrônica.  


*Leia na íntegra aqui: https://super.abril.com.br/historia/mito-na-ditadura-militar-as-cidades-nao-eram-violentas/ 

Meio século com sistemas de alarmes

Em 2019, fez exatos 50 anos que os sistemas de alarmes passaram a ser item de segurança obrigatório nos bancos no Brasil. Quem determinou isso foi um decreto-lei federal, de outubro de 1969 (nº 1.034), que proibia o funcionamento de qualquer instituição financeira que não tivesse dispositivos de segurança contra saques, assaltos e roubos. 

Esses dispositivos consistiam, segundo o documento legal, em: vigilância ostensiva formada por serviço de guarda sem antecedentes criminais e sistemas de alarmes com acionadores em diversos locais do estabelecimento. Tudo isso com a inspeção e a chancela da Polícia Federal. 

Naquela época, os bancos receberam o prazo de um ano para adotar as medidas de segurança. Desde então, os bancos passaram a promover a segurança privada de suas agências, mas seguindo um plano de segurança determinado pela Polícia Federal. 

Segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado periodicamente pelo Fórum de Segurança, foi a partir da década de 1970 que a criminalidade urbana se tornou uma grande preocupação de brasileiros e brasileiras, e as ciências sociais, entre outras ciências, passaram a acompanhar sua evolução.

A implementação dos computadores nos distritos policiais e o desenvolvimento de uma série de soluções tecnológicas passaram a permitir contagens [dos números da violência] muito mais ágeis e precisas – diz o Anuário. 

Mas voltemos ao alvo principal, os bancos. No Nordeste, algumas instalações de alarmes em agências bancárias já ocorriam nos anos de 1980, dentre elas, encontramos registros dos alarmes instalados nos bancos Nacional, Mercantil do Brasil, Econômico e Sudameris – para citar algumas.

Os sensores e demais acessórios vinham do sul do país junto com um especialista de lá que supervisionava a instalação junto aos técnicos locais. 

De lá pra cá, porém, com o avanço da tecnologia e, consequentemente, dos equipamentos de segurança e do aperfeiçoamento dos treinamentos, a vigilância eletrônica só evoluiu

Com isso, leia-se que os sensores de presença foram cada vez mais sendo aprimorados: hoje, existem os tipos infravermelhos; infra-ativos; magnéticos; de vibração, entre outros; e as ligações entre os locais protegidos e as centrais de monitoramento ficaram mais rápidas e eficientes: evoluíram da telefonia fixa para radiofrequência, e hoje são feitas por cabos. 

Com o auxílio das câmeras de monitoramento – outro tipo de equipamento que passou e continua passando por evolução, tanto na qualidade das imagens como no próprio design, este que também contribui para a sua funcionalidade – a solução em segurança passou a ser uma das mais requisitadas e indispensáveis para o sistema bancário nos dias atuais.  


Novas demandas por segurança

Hoje, os bancos continuam tendo muitos desafios em relação à segurança. Os sensores de presença estão por todos os lados, as câmeras captam imagens são tão nítidas que mostram detalhes outrora impossíveis de serem percebidos.

Mas a astúcia dos criminosos, bem como a criminalidade, também aumentou excessivamente. Armamentos pesados, táticas, planejamentos e execuções cinematográficas fazem parte do arsenal dos bandidos contra as instituições financeiras.  

E os bancos precisaram seguir investindo em equipamentos tecnológicos de segurança que garantem proteção aos seus espaços, clientes e cofres. E passaram a contar com empresas especializadas em segurança eletrônica para dar conta das demandas de proteção de suas agências e, consequentemente, de seus funcionários e clientes.  

Com o enraizamento da criminalidade e também o aumento da audácia das investidas, a legislação acompanhou o movimento de demanda por mais segurança. Aquele dever que no princípio era resguardado ao governo – promover segurança – foi liberado legalmente para que empresas privadas também pudessem oferecer serviços de segurança privada aos cidadãos, suas residências e instituições.

Assim, em 1983, a Presidência da República publicou a Lei nº 7.102 que estabelece normas para constituição e funcionamento das empresas a particulares que exploram serviços de vigilância, além de dar outras providências de mais rigor e proteção para as instituições financeiras. 

A Lei ‘considera como segurança privada as atividades desenvolvidas em prestação de serviços com a finalidade de proceder à vigilância patrimonial das instituições financeiras e de outros estabelecimentos, públicos ou privados, bem como a segurança de pessoas físicas’. Estavam legalizadas, assim, as empresas de segurança privada.

E assim como as instituições financeiras, as lojas, os mercados, as construtoras, as indústrias, as residências começaram também a buscar por proteção privada, o que segue acontecendo até os dias de hoje. 


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